Editorial

A discussão nunca foi tão “quente”. O jornal impresso como conhecemos vai acabar? O caso é debatido entre os grandes representantes de diversas mídias, como TV, rádio, e principalmente a internet, considerada hoje a maior ameaça deste veículo. O problema é que geralmente, trata-se essa discussão de modo superficial, ou como esse problema afetará os principais personagens do jornal – os jornalistas, e claro, os leitores.

O jornal impresso é uma arte que atravessa séculos, e teve sua época de glória ao ser o principal meio de divulgação de notícias. Mas a partir do século XX, a coisa mudou. Rádio, depois TV – todos pensavam que, com esses dois concorrentes, o jornal morreria. Mas sobreviveu. Depois ela, a Internet, surgiu. Com o baixo custo e a rapidez de troca de informação, muitos disseram que, dessa vez, o jornal teria um fim.

Mesmo com a Internet, jornal impresso ainda tem força. Por todo o mundo, existem milhares de redações, loucas para escrever notícias e fechar edições. Repórteres, diagramadores, editores, fotógrafos, todos em um frenesi que deixaria qualquer pessoa confusa. E no meio dessas “engrenagens” que fazem o mecanismo do jornal girar, estão profissionais como Edna Dantas, jornalista experiente e que passou por diversos meios de comunicação, com suas experiências relatadas neste blog. Porém, esse esquema louco de trabalho cada vez mais se assemelha a um dinossauro. Os chamados “blogueiros” escrevem notícias no conforto de seus lares. Seus blogs podem ter alcance de milhões de visitantes. E, pouco a pouco, o jornal perde leitores. A nova geração que cresceu com a internet começa a prezar para um tom mais informal de noticiar – ponto interessante para pôr em xeque a escrita jornalística, também discutida aqui. Atualmente, blogs com diversos autores podem “gerar” tantas notícias quanto um jornal de médio porte.

Mas, e o jornal impresso, morrerá em terras tupiniquins? Vale lembrar que, de uma população de quase 190 milhões de habitantes, apenas 40 milhões dispõem de algum tipo de acesso à internet. Por aqui, pelo menos, é provável que o jornal não morra tão cedo – a televisão, com alcance de 164 milhões de espectadores, ainda não conseguiu derrubá-lo. Mas isso que sua sobrevivência esteja garantida.

O jornal está realmente em maus lençóis. Compete com o rádio, a TV, e a Internet. O modelo tradicional de negócio dos jornais está tornando-se insustentável. O perfil do consumidor mudou radicalmente, e não quer mais sujar as mãos de tinta. O público que consome somente internet só aumenta. Alguns especialistas dizem que o jornal achará outros modelos de negócio, para adequar-se a mudança; outros declaram morte súbita. Este blog, fruto do trabalho de alunos de Comunicação Social da PUC-Rio, propõe tratar dos temas em discussão sobre a indústria da notícia, como ela funciona, os profissionais que nela trabalham, os problemas que enfrentam, e o provável futuro que ela encontrará. Haverá uma grande mudança no modo como lemos jornal – resta saber se os donos de jornal tratarão isso como uma nova oportunidade de negócios, ou o fim do seu.

Jeizzon Mendes

Uma resposta para “Editorial

  1. Jeizzon, está muito bom. Missão cumprida. Incluindo aí, o logotipo e criação do blog.

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