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A explosão da mídia impressa na Índia

A Índia tem um 1,2 bilhões de habitantes e crescimento econômico robusto desde a década de 90. Ao contrário de outros lugares, lá a circulação de jornais está aumentando.

As the fortunes of the printed press have plummeted across Europe and the United States, rising literacy and robust advertising have ignited a boom in India. In 1976, when the country’s population was 775 million, one copy of a newspaper was published for every 80 Indians. By the turn of the 21st century, as the population passed 1 billion, there was one copy available for every 20 Indians. So extraordinary is the growth that it has been compared by some scholars to the heyday of the press in the United States of the late 19th and early 20th centuries, when 20 dailies in New York City alone fought for the attention of a print-hungry readership. According to government statistics, there are 62,000 newspapers already in circulation in India, with more expected to emerge.

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Jornalões ou jornalecos?

Venício Lima argumenta que os chamados grandes jornais não têm importância nacional e se pautam por círculos fechados de jornalistas e fontes, sem atingir a contento o grande público.

A atual conjuntura política, marcada pela crise no Senado Federal e pelas suspeitas em relação à administração da Petrobras, recoloca em pauta uma velha questão sobre o alcance e a influência dos jornalões da grande mídia: a Folha de S.Paulo, o Estado de S.Paulo e O Globo: merecem eles a importância que a elite política e os “intelectuais” lhes atribuem na formação da opinião pública brasileira, vis à vis, por exemplo, a televisão e/ou a internet?

Há alguns anos, muito antes da expansão da internet, venho insistindo que não (ver, por exemplo, “Jornal ou TV: qual mídia é mais importante na formação da opinião pública brasileira?” in Comunicação, Mídia e Consumo, vol. 2, nº 3, março de 2005). Não merecer a importância que se atribui a eles não significa que devam ser ignorados. Absolutamente. Significa, ao contrário, não se atribuir a eles uma relevância nacional que, se algum dia tiveram, não têm mais.

Micropagamentos: uma saída para os jornais?

O New York Times abriu o conteúdo e está arrependido. No Brasil, O Globo e o Estadão fecharam o acesso para não assinantes. O futuro dos jornais está na internet, mas ninguém sabe como financiá-lo. O Wall Street Journal espera resolver o problema com os micropagamentos.

The Journal‘s managing editor announced forthcoming, “a sophisticated micro-payments service.” The plan would charge users small amounts to view content, rather than allowing access through a subscription-only basis, making the Journal the first major newspaper in the U,S, to adopt such a pricing plan. Premium subscribers will get access to exclusive content from the Dow Jones newswire.

Jornais a perigo

Morrendo?

Morrendo?

Segundo o USA Today, o jornal diário impresso, uma indústria de 170 anos, está ameaçado de desaparecer. Jornais tradicionais como o Seattle Post-Intelligencer, 146 anos, passaram a oferecer apenas a versão online. O Tucson Citizen, de 140 anos, deve ser fechado. Alguns prevêem que metade dos 1.400 jornais diários americanos podem fechar no futuro próximo.

Alguns analistas são otimistas e percebem o fenômeno como uma mudança necessária da indústria para se adaptar aos tempos online. Outros acham que blogs e sites que fornecem informações gratuitas não terão fôlego para fazer uma cobertura satisfatória do cotidiano do país ou pagar por reportagens mais profundas, aquelas que diferenciam os grandes veículos impressos.

Entre os otimistas está Steven Johnson, que prevê uma transição difícil mas não impossível para a velha mídia. Para ela, ele enxerga oportunidades em dois campos. O primeiro é  filtrar para o leitor a avalanche de notícias que a internet proporciona. O outro é se concentrar nas notícias locais.

Outros, acreditam que a internet vai polarizar as opiniões através de um fenômeno apelidado de ‘Daily Me’, a tendência de escolher notícias e comentaristas que reforçam nossa visão do mundo. Se for assim, a morte dos grandes jornais levará a um aumento de intolerância e a um antagonismo maior de ideologias. Tomara que não, e que o nos reserve um modelo de noticiário que respeite o contraditório e os fatos.