Arquivo do autor:Eduardo Pegurier

A explosão da mídia impressa na Índia

A Índia tem um 1,2 bilhões de habitantes e crescimento econômico robusto desde a década de 90. Ao contrário de outros lugares, lá a circulação de jornais está aumentando.

As the fortunes of the printed press have plummeted across Europe and the United States, rising literacy and robust advertising have ignited a boom in India. In 1976, when the country’s population was 775 million, one copy of a newspaper was published for every 80 Indians. By the turn of the 21st century, as the population passed 1 billion, there was one copy available for every 20 Indians. So extraordinary is the growth that it has been compared by some scholars to the heyday of the press in the United States of the late 19th and early 20th centuries, when 20 dailies in New York City alone fought for the attention of a print-hungry readership. According to government statistics, there are 62,000 newspapers already in circulation in India, with more expected to emerge.

Jornalões ou jornalecos?

Venício Lima argumenta que os chamados grandes jornais não têm importância nacional e se pautam por círculos fechados de jornalistas e fontes, sem atingir a contento o grande público.

A atual conjuntura política, marcada pela crise no Senado Federal e pelas suspeitas em relação à administração da Petrobras, recoloca em pauta uma velha questão sobre o alcance e a influência dos jornalões da grande mídia: a Folha de S.Paulo, o Estado de S.Paulo e O Globo: merecem eles a importância que a elite política e os “intelectuais” lhes atribuem na formação da opinião pública brasileira, vis à vis, por exemplo, a televisão e/ou a internet?

Há alguns anos, muito antes da expansão da internet, venho insistindo que não (ver, por exemplo, “Jornal ou TV: qual mídia é mais importante na formação da opinião pública brasileira?” in Comunicação, Mídia e Consumo, vol. 2, nº 3, março de 2005). Não merecer a importância que se atribui a eles não significa que devam ser ignorados. Absolutamente. Significa, ao contrário, não se atribuir a eles uma relevância nacional que, se algum dia tiveram, não têm mais.

Visita a uma jovem agência de publicidade

especializada na Web, a Gringo

Gringo

Relações públicas 2.0

No novo mundo criado pelos blogs, Twitter e Facebook, as agências de assessoria de imprensa e relações públicas navegam por águas desconhecidas. Veja o artigo do New York Times:

This is the new world of promoting start-ups in Silicon Valley, where the lines between journalists and everyone else are blurring and the number of followers a pundit has on Twitter is sometimes viewed as more important than old metrics like the circulation of a newspaper.

Gone are the days when snaring attention for start-ups in the Valley meant mentions in print and on television, or even spotlights on technology Web sites and blogs. Now P.R. gurus court influential voices on the social Web to endorse new companies, Web sites or gadgets — a transformation that analysts and practitioners say is likely to permanently change the role of P.R. in the business world, and particularly in Silicon Valley.

Gay Talese defende os velhos valores da reportagem

Da entrevista de Marsílea Gombata, no Jornal do Brasil, com um dos pais do ‘New Journalism’:

…as reportagens consistentes não são feitas por meio de blogs. São feitas por pessoas que deixam o laptop e vão a campo ver como as coisas estão acontecendo para depois relatá-las. Você não pode ser um repórter ficando atrás de um laptop numa sala fechada. Tem de sair, viajar, ver por si mesmo. Esse tipo de repórter não fica obsoleto. É ele que torna os jornais especiais. Internet não é trabalho de gente original, é trabalho de quem pega o que saiu nos jornais e cria o texto usando o verdadeiro trabalho de quem saiu a campo.

Mesmo sem ser obrigatório diploma continua importante

Do Globo Online:

RIO – Com o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo, depois da decisão do Supremo Tribunal Federal, a pergunta que não quer calar é: vale a pena tentar o vestibular para essa área? Os responsáveis pelos cursos nas universidades não têm dúvida de que sim. Para eles, o mercado vai continuar a buscar profissionais formados em jornalismo. Além disso, a mudança na lei não vai fazer com que o número de vagas nos cursos diminua. Mas outros tipos de formação, para habilitar profissionais de outras áreas, podem surgir.

Dicas de jornalismo no You Tube

Tiago Dória, em seu site, reporta:

o YouTube lançou um canal (YouTube Reporters’ Center), que agrega vídeos nos quais jornalistas de renome dão dicas de como aproveitar melhor as mídias digitais e apurar informações.

Entre outros feras, está lá Bob Woodward, o famoso repórter do escândalo Watergate.