Notícias sobre notícias

Relações públicas 2.0

Julho 5, 2009 · Deixe um comentário

No novo mundo criado pelos blogs, Twitter e Facebook, as agências de assessoria de imprensa e relações públicas navegam por águas desconhecidas. Veja o artigo do New York Times:

This is the new world of promoting start-ups in Silicon Valley, where the lines between journalists and everyone else are blurring and the number of followers a pundit has on Twitter is sometimes viewed as more important than old metrics like the circulation of a newspaper.

Gone are the days when snaring attention for start-ups in the Valley meant mentions in print and on television, or even spotlights on technology Web sites and blogs. Now P.R. gurus court influential voices on the social Web to endorse new companies, Web sites or gadgets — a transformation that analysts and practitioners say is likely to permanently change the role of P.R. in the business world, and particularly in Silicon Valley.

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Gay Talese defende os velhos valores da reportagem

Julho 1, 2009 · Deixe um comentário

Da entrevista de Marsílea Gombata, no Jornal do Brasil, com um dos pais do ‘New Journalism’:

…as reportagens consistentes não são feitas por meio de blogs. São feitas por pessoas que deixam o laptop e vão a campo ver como as coisas estão acontecendo para depois relatá-las. Você não pode ser um repórter ficando atrás de um laptop numa sala fechada. Tem de sair, viajar, ver por si mesmo. Esse tipo de repórter não fica obsoleto. É ele que torna os jornais especiais. Internet não é trabalho de gente original, é trabalho de quem pega o que saiu nos jornais e cria o texto usando o verdadeiro trabalho de quem saiu a campo.

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Mesmo sem ser obrigatório diploma continua importante

Julho 1, 2009 · Deixe um comentário

Do Globo Online:

RIO – Com o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo, depois da decisão do Supremo Tribunal Federal, a pergunta que não quer calar é: vale a pena tentar o vestibular para essa área? Os responsáveis pelos cursos nas universidades não têm dúvida de que sim. Para eles, o mercado vai continuar a buscar profissionais formados em jornalismo. Além disso, a mudança na lei não vai fazer com que o número de vagas nos cursos diminua. Mas outros tipos de formação, para habilitar profissionais de outras áreas, podem surgir.

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Dicas de jornalismo no You Tube

Junho 30, 2009 · Deixe um comentário

Tiago Dória, em seu site, reporta:

o YouTube lançou um canal (YouTube Reporters’ Center), que agrega vídeos nos quais jornalistas de renome dão dicas de como aproveitar melhor as mídias digitais e apurar informações.

Entre outros feras, está lá Bob Woodward, o famoso repórter do escândalo Watergate.

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Miriam Leitão fala bem sobre o fim da obrigação do diploma

Junho 21, 2009 · Deixe um comentário

Publicado em 20/06/2009, no blog de Miriam Leitão, colunista de economia do Globo:

Coluna no Globo

Curso parado no ar

Por Miriam Leitão

O que acabou foi a reserva de mercado. Não acabou a necessidade de qualificação, de aprendizado, de domínio da técnica, de acumulação do conhecimento para ser jornalista. A profissão não é trivial. O fim da obrigatoriedade do diploma deixou alguns colegas perplexos, confirmou a convicção de outros, mas ficou mal entendida a questão da formação do jornalista.

Eu amava o curso de História. Ele foi interrompido pela prisão. Quando pude voltar à universidade, já trabalhava em jornal há três anos. Fiz comunicação por obrigação, para ter o diploma, e detestei o curso. Aprendia jornalismo nas redações. Achava meus professores distantes da realidade e aquele ritmo da faculdade lento para a dinâmica nervosa da redação. Já Alvaro Gribel, que trabalha aqui na coluna, saiu do seu curso de comunicação com melhor impressão.

Esta semana, nas primeiras horas após a decisão do Supremo, recebi e-mails e telefonemas desconsolados. Uma antiga colega me pergunta o que deve escrever nos cadastros em que se questiona o nível educacional: “Superior inválido?” Jovens jornalistas acham que foram enganados, que poderiam ter feito outros cursos. Estudantes não sabem se continuam. Vestibulandos estão ainda mais confusos.

Calma gente. Nada mudou na verdade, apenas acabou a reserva de mercado que estabelecia barreiras inaceitáveis a pessoas com competência, conhecimento específico, especialização. As empresas insistiam, mas havia constrangimentos legais para ex-jogadores de futebol atuarem como comentaristas esportivos, ou médicos, advogados e economistas que ajudam no jornalismo de precisão.

Nas minhas décadas de redação conheci brilhantes jornalistas que fizeram e que não fizeram o curso; e incompetentes também dos dois grupos. É conhecido o caso de que os dois jornalistas do Watergate não tinham curso. Fora do jornalismo, também há casos eloquentes de pessoas que abandonaram os cursos que faziam e tiveram enorme sucesso: Bill Gates e Steve Jobs, por exemplo. Não se pode concluir daí que estudar é irrelevante porque o talento pessoal resolve tudo. Por isso, acho que essa divisão entre a torcida a favor do diploma e a torcida contra deixa algo parado no ar: como formar jornalistas?

Os ministros do STF expressaram uma visão desatualizada do jornalismo. Ele não é só literatura e arte. A definição romântica fazia mais sentido em outros tempos. Apesar de termos no nosso jargão a expressão “cozinha do jornal”, o paralelo com a culinária é impreciso.

Não é também uma daquelas técnicas banais que se aprende num manual de sete lições. Existem vários jornalismos, é difícil definir como ele é exercido atualmente nas várias mídias, nas ferramentas mutantes, nas regras que permanecem, no toque pessoal e intransferível, na rapidez irrecorrível, na tradução do complexo, no talento indispensável.

O medo de que “qualquer um” possa ocupar os postos é mais corporativista do que real. Não se pode improvisar uma redação com a complexidade de um produto que, em jornal impresso, de manhã não tem nada, de noite tem que estar pronto; na televisão, exige que o repórter grave a reportagem enquanto apura, e que editores em ilhas sincronizem imagens e áudios numa corrida contra o relógio; no online, o produto é instantâneo.

A tecnologia criou novas possibilidades para os “não” jornalistas. O citizen journalism e o i report, em que pessoas registram e postam o que só eles viram, enriquecem o jornalismo. A mídia social só ameaça as tiranias — como se vê no Irã — porque testemunha o que os jornalistas não puderam ver.

Os cursos sempre foram imperfeitos e incompletos. Mesmo assim, os estudantes tem lá uma iniciação que será útil quando eles entrarem de fato no cotidiano de uma redação. Os jornais e emissoras de TV e rádio hoje montam verdadeiros cursos para os estagiários, mas partem de uma base que foi dada pela universidade.

O fim da obrigatoriedade do diploma abre o debate interessante sobre a melhor formação do jornalista. No jornalismo econômico, ele tem que entender economia mas não pode virar um protoeconomista, prisioneiro dos preciosismos e jargões que só fazem sentido para o gueto. Economistas, sociólogos, advogados, cientistas precisam capturar a forma de transmitir o conhecimento deles de forma clara. E agora mais do que nunca é necessário o profissional que fique nas fronteiras do conhecimento e editorias, que fale de economia sabendo das mudanças climáticas; de política, entendendo as restrições fiscais, de cultura vendo as nuances sociais.

Acabou a obrigatoriedade do diploma, não acabou a necessidade de formação do jornalista. Os cursos de graduação e pós-graduação continuam a existir nos Estados Unidos mesmo sem haver a obrigatoriedade. Alguns com prestígio mundial, como os da Columbia. Na Alemanha, as emissoras de televisão selecionam profissionais de varias áreas e os treinam em cursos internos.

O importante é que do jornalista será exigido tanto formação, quanto talento; tanto técnica, quanto inovação. Parte disso será obtido em cursos de formação, parte será nas redações. Quem entender que a hora é de estudar menos, ficará para trás.

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Jornalismo na Rússia de acordo com um editor da Estônia

Junho 20, 2009 · Deixe um comentário

The reporter goes to see a businessman and says: “For five thousand dollars I will do a piece about your business”. The businessman pays up and the reporter writes a piece.

The reporter takes it to the editor who says: “For three thousand dollars I will publish this piece”. The reporter hands him the money.

The editor looks at the piece and contacts the businessman’s main competitor in the market and says: “For seven thousand dollars I can prevent this nice piece about your competitor from being published”.  The competitor pays. The article is spiked. The editor returns three thousand dollars to the reporter. The reporter returns five thousand dollars to the original businessman.

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Prometeus – A revolução da mídia

Maio 24, 2009 · Deixe um comentário

Provocante. Articula com sucesso vários dos debates importantes que estão acontecendo, inclusive a idéia de que a mídia pode vir a depender de financiamento público, o que seria o equivalente a um paciente de UTI entubado. O futuro parece brilhante e temeroso ao mesmo tempo.

Prometeus – A Revolução da Mídia – Legendado Português

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Micropagamentos: uma saída para os jornais?

Maio 11, 2009 · Deixe um comentário

O New York Times abriu o conteúdo e está arrependido. No Brasil, O Globo e o Estadão fecharam o acesso para não assinantes. O futuro dos jornais está na internet, mas ninguém sabe como financiá-lo. O Wall Street Journal espera resolver o problema com os micropagamentos.


The Journal’s managing editor announced forthcoming, “a sophisticated micro-payments service.” The plan would charge users small amounts to view content, rather than allowing access through a subscription-only basis, making the Journal the first major newspaper in the U,S, to adopt such a pricing plan. Premium subscribers will get access to exclusive content from the Dow Jones newswire.

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Plágio no jornalismo

Maio 10, 2009 · Deixe um comentário

Publicado no blog do Knight Center:

A revista Veja, na edição do dia 22 de abril, teria publicado matéria muito parecida com reportagem de quase um mês antes do Wall Street Journal, diz o Comunique-se. Estrutura e trechos do texto são idênticos, acrescenta o portal.

(…)

Para o diretor da Associação Brasileira da Propriedade Intelectual dos Jornalistas Profissionais (Apijor), Frederico Ghedini, também consultado pelo Comunique-se, é difícil determinar o que é ou não plágio no jornalismo. “Mas mesmo que você não classifique, dá para saber quando é feito com a intenção de enganar o leitor, de se fazer passar pelo que você não é. Agora, mesmo que não configure crime de direito autoral, é moralmente condenável utilizar qualquer citação sem informar a fonte”, diz o especialista.

E você, o que acha? Como caracterizar o plágio no jornalismo?

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BBC lança cursos de jornalismo em português

Maio 5, 2009 · Deixe um comentário

Do blog do Knight Center:

Como parte dos esforços da rede britânica de tornar públicos os seus recursos de treinamento, a Faculdade de Jornalismo da BBC e a BBC Mundo acabam de lançar micro-sites em português e espanhol.

O site da Faculdade de Jornalismo em português dá especial ênfase aos seguintes temas: princípios editoriais, uso de linguagem imparcial e equilibrada, precisão jornalística, atribuição de fontes e manchete.

Dica: Knight Center for journalism in the Americas

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